terça-feira, 3 de setembro de 2013

EM LISBOA UMA ROTA DE ESPLANADAS PARA DESFRUTAR NAS NOITES AMENAS

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As noites amenas são um convite para desfrutar dos perfumes e luzes da cidade de Lisboa.
A prova está na quantidade de pessoas que abraçam com alegria as zonas históricas da cidade. Do Chiado a Santa Catarina, do Bairro Alto ao Largo do Carmo a animação é constante e as esplanadas parecem multiplicar-se pela cidade.
 
 
 
Ao longo do percurso ouvem-se vários idiomas: Português, inglês, espanhol, italiano… Habitantes e turistas convivem de forma harmoniosa, desfrutando do clima fabuloso, dos monumentos, da gastronomia e da hospitalidade dos “Alfacinhas”.
São jovens de espírito, vestidos de forma informal ou mais cuidada… há espaço para todos, na cidade de “mil cores”.
 
 
No Chiado ao fim do dia, quando o sol se põe e as luzes dos candeeiros despertam, as imagens que os nossos olhos captam sobre Lisboa, são intensas.
O rio, de longe, parece querer vigiar as colinas, aparecendo e desaparecendo por entre o casario.
 
 
 
As esplanadas, essas, estão cheias de pessoas, na sua maioria degustando uma bebida enquanto apreciam o movimento da cidade e fazem horas para jantar. Conhecida como “sala” de intelectuais e escritores, hoje são grupos de jovens que animam o Chiado, com músicas e cantares alegres.
As lojas, algumas com séculos de existência, brilham no meio dos dourados reflectidos através das luzes.
Fernando Pessoa, sentado no seu café preferido - a Brasileira, não perde nunca o bulício desta artéria. Sempre atento, vai ouvindo as conversas e apreciando as “artes de rua”, ao mesmo tempo que dezenas de pessoas se aproximam para o cumprimentar.
 
 
 
No Bairro da Bica o ambiente é diferente. Deixamos os reflexos dourados que caracterizam o Chiado e entramos num mundo que se assemelha a uma pequena aldeia que desce abruptamente até ao Rio. Ruas sinuosas e estreitas, escadarias que serpenteiam a colina decoradas por árvores e casas simples cheias de cor. Casas que deixam adivinhar através das suas janelas ambientes familiares, cheios de ternura.
 
Muitas destas casas, hoje transformadas em pequenos bares e restaurantes, renovam a vida de outros tempos, onde o Fado ocupava lugar de destaque. A luz dos bares ilumina as ruas e os sons de Jazz e Blues esfumam-se pelo bairro.
 
 
Muito perto está o Miradouro de Santa Catarina (agora renovado),com uma vista prodigiosa sobre o Tejo e onde duas esplanadas nos convidam a ficar: Noobai e Pharmacia.
 
 
 
Já no Bairro Alto pequenas esplanadas ladeiam as ruas principais. Luzes garridas de “neons” contrastam com o escuro da noite e funcionam como chamariz para as muitas pessoas que o visitam. Entre o dia e a noite o Bairro Alto transforma-se radicalmente. Se de dia o bairro é calmo, convidando à descoberta, à noite, transforma-se num palco de arte, onde a música nos seus vários estilos, extravasa para as ruas e se funde com a multidão, como se um véu matizado sobrevoasse o bairro.
 
 
Quando chegamos ao Largo da Trindade encontramos a Calçada do Duque que nos leva até ao Largo da Estação do Rossio. Também este cheio de esplanadas modernas e atractivas.

 

Mas é a Calçada do Duque, ou, Escadinhas do Duque, a maior surpresa no que toca a animação. O nome deve-se ao Duque de Cadaval, que tinha um palácio nas imediações. As escadas foram construídas para ligar a zona alta da cidade, considerada a zona chic, à Baixa, conhecida como a zona boémia. Hoje encontramos esta artéria renovada e cheia de animação.
 
 
São muitos os restaurantes e pequenos bares que acompanham a descida até ao Largo da Estação do Rossio. Muita gente, musica, luz e um perfume no ar que vem das buganvílias que decoram os muros da antiga Escola Académica, fazem deste local, um espaço muito agradável para desfrutar na companhia de um grupo de amigos.
 
 
De volta ao Chiado ainda há tempo para passar pelo Largo do Carmo. Mais uma sala de visitas cheia de requinte.
Toda a envolvência conseguida através dos seus jacarandás e de um conjunto de património histórico fazem deste local um ícone na arte de “esplanadar
 

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